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LAUDO REVELA PAI E FILHO ESPANCARAM OS 4 HOMENS DESAPARECIDOS ATÉ A MORTE

LAUDO REVELA PAI E FILHO ESPANCARAM OS 4 HOMENS DESAPARECIDOS ATÉ A MORTE

Laudos desmontam versão inicial

A versão de que os quatro homens desapareceram e morreram durante a emboscada em Icaraíma não se sustenta diante das provas técnicas. Os documentos oficiais revelam que as vítimas sofreram espancamentos brutais, traumatismo craniano e apenas depois foram atingidas por disparos de arma de fogo.

Essa sequência desmonta a narrativa de execução imediata. Em vez de um ataque súbito, o que se confirma é um processo de violência prolongada, marcado por agressões físicas, deslocamento e posterior execução, configurando tortura deliberada.

O RG escondido no tênis

Um detalhe encontrado pelos peritos mudou a interpretação sobre o caso: Alencar um dos homens que escondeu o documento de identidade dentro do tênis. Esse gesto sugere que ele teve tempo para pensar em ser identificado, caso fosse transformado apenas em mais um desaparecido sem nome.

É um indício que aponta para cativeiro e controle. Em meio a rajadas de tiros, ninguém teria como abrir o sapato e esconder o RG. A atitude revela que houve domínio dos agressores sobre as vítimas antes da morte final.

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A caminhonete enterrada

A Fiat Toro usada pelo grupo foi encontrada enterrada em área rural. O veículo trazia marcas de disparos e manchas de sangue, e ao redor estavam cápsulas de calibres diferentes: 9 mm, calibre 12 e .45, sinal de ataque planejado e coordenado.

Apesar da violência no local, os laudos deixam claro que a caminhonete foi apenas cenário da emboscada inicial. Depois disso, as vítimas foram levadas a outro ponto, onde sofreram tortura e execução.

Data da morte ignorada

As declarações de óbito trazem um vazio perturbador: a data exata das mortes consta como “ignorada”. Essa omissão abre uma lacuna dolorosa para as famílias, que se perguntam se poderia ter havido resgate nas primeiras horas após o ataque.

Essa indefinição reforça a hipótese de que a execução não foi imediata. Horas ou até dias podem ter se passado entre a emboscada e a cova coletiva, ampliando o sofrimento das vítimas e o desespero de quem buscava por elas.

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Contradições nos corpos

Três dos corpos apresentavam decomposição avançada, mas um mostrava conservação incompatível com 40 dias de cova. Esse contraste acendeu alerta em peritos, que consideram duas hipóteses: características incomuns do solo ou movimentação recente do cadáver.

Para esclarecer a divergência, foi solicitada perícia do terreno, analisando fatores como argila, profundidade e fluxo de água. Mas a dúvida central permanece: por que apenas um corpo resistiu tanto ao tempo de decomposição?

Mais envolvidos no crime

Embora pai e filho sejam apontados como principais suspeitos, familiares insistem que havia mais gente envolvida no massacre. Dois já foram presos por conexões paralelas, como fornecimento de armas e veículos.

A logística necessária para enterrar carro e corpos, abrir covas e ocultar provas reforça a tese de organização criminosa, e não de um crime cometido por impulso ou por apenas duas pessoas.

O tempo manipulado com mensagens falsas

Enquanto estavam sob controle dos agressores, os celulares das vítimas foram usados para enviar mensagens às famílias, como “deu tudo certo”. Essa prática comprou tempo e confundiu buscas.

O expediente reforça a cronologia indicada nos laudos: ataque inicial, deslocamento, cativeiro, tortura, execução e ocultação. Nada foi feito de forma improvisada; houve planejamento em cada etapa.

Pressão das mulheres rompeu silêncio

Na cidade, o clima era de medo e silêncio. Boatos circulavam, havia cheiro forte na mata, mas ninguém se manifestava abertamente. Foram as mulheres das vítimas que romperam a barreira, ameaçando divulgar nomes caso os corpos não aparecessem.

Horas depois dessa declaração pública, as covas foram abertas e os corpos entregues. Para muitos, não foi coincidência, mas resultado da pressão direta exercida pelas famílias.

O Estado em xeque

As famílias relatam que souberam da localização dos corpos pela imprensa, e não pelas autoridades. Essa falha aumentou a sensação de abandono e alimentou a desconfiança em relação à condução da investigação.

Enquanto o discurso oficial fala em “sigilo para proteger o caso”, familiares escutam como blindagem e omissão. A cobrança agora é por transparência, respeito e resposta efetiva.

As perguntas que permanecem

  • Quem decidiu a ordem das mortes?
  • Quem cavou e enterrou carro e corpos?
  • Quem enviou as mensagens falsas?
  • Quem ficou com as alianças e o relógio?
  • E, sobretudo, quem mandou matar?

As respostas a essas questões podem redefinir todo o caso. Por enquanto, as provas já revelam que houve tortura, espancamento e execução planejada, desmontando a versão inicial de morte na emboscada.

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